O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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27 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [20]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Quais os factores que são regra geral marginalizados ou esquecidos nas análises que fazemos sobre a qualidade do ensino no nosso país? Proponho-vos pelo menos seis, tendo especialmente em conta o ensino primário, base de todo o edifício de ensino/aprendizagem e, portanto, da chamada qualidade: nutrição, condições de habitação/repouso, ludicidade, perfil nosológico, distância casa/escola, mnemónica e alunos mata-borrão, turmas superlotadas e escassez de recursos didáctico-pedagógicos. [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

26 julho 2017

Hipótese

Quanto mais frágeis forem as defesas contra adversidades sociais e naturais, mais forte será a propensão ao pensamento simbólico e, por essa via, às crenças nos fenómenos fantásticos e nas entidades para-humanas.

25 julho 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [19]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui.  Procurei dar-vos conta dos factores mais sistematicamente invocados para explicar o que se chama má qualidade do ensino. Agora, há uma outra questão: quais os factores que são regra geral marginalizados ou esquecidos nas análises que fazemos sobre a qualidade do ensino no nosso país? [foto reproduzida com a devida vénia daqui]

Conjuntura económica e perspectivas de inflação

"No período em análise, o Estado continuou a recorrer a BT [bilhetes do tesouro, CS] para o financiamento do seu défice, tendo nos meses de Abril e Maio utilizado 621 milhões de meticais, elevando a sua dívida em BT para 15.206 milhões de meticais." - Banco de Moçambique, Conjuntura económica e perspectivas de inflação Junho de 2017, a conferir aqui.

24 julho 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1228 de 21/07/2017, aqui.

Uma página de ironia no Faísca

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].

23 julho 2017

A síndrome do mylove [12]

Entre escárnio e resignação, passantes largam frases compensatórias: "Ali vão os bois! (em Xangaan: A ti homo!)". Há quem acrescente: "Para o matadouro! (A thomo tiya kudlayiwene)"
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que as expressões de desânimo e conformismo eram também habitadas pela síndrome do mylove. Eis uma hipótese: submetida (o) a um uso prolongado do mylove - mera carrinha de caixa aberta -, a utilizadora ou o utilizador acaba por o ter como útil e, até, pode suceder, como amigo. Transporte pobre, malandro, ofensivo, negador da condição humana, mas amigo. Sem ele não chegaria ao serviço, sem ele não iria à escola. Assim se pode criar uma atracção secreta, irremediável e perversa, uma amnésia de sobrevivência, espécie de servidão voluntária à La Boétie. [foto reproduzida daqui]. Entretanto, sugiro que veja o vídeo abaixo.

22 julho 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1228, de 21/07/2017, disponível na íntegra aqui.

21 julho 2017

Um editorial

Do editorial do "Notícias" de hoje: "Porém, fica desde já um alerta para que o Governo avance rapidamente para soluções que não incluam o apoio directo ao seu orçamento, nem do FMI, nem de qualquer outro organismo ou parceiro internacional. É preciso acelerar o passo e criar capacidade interna para financiar o seu orçamento. [Está na hora de aprendermos a caminhar pelos nossos próprios pés. Será duro e difícil, mas não impossível." Aqui.

36.º livro: O que é psicologia?

O 36.º livro da coleção "Cadernos de Ciências Sociais" da "Escolar Editora" chamar-se-á "O que é psicologia?", com co-autoria das psicólogas Fátima Rodrigues de Portugal, Palmira Fortunato dos Santos de Moçambique e Jaqueline Gomes de Jesus do Brasil [pela ordem de entrada nas fotos abaixo]. A entrega à editora está aprazada para 01 de Setembro deste ano.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.