O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2017 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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22 setembro 2017

Estudo de uma sociedade

Nunca comece o estudo de uma sociedade por aquilo que ela diz, mas por aquilo que ela faz.

21 setembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através de um texto de Joseph Hanlon a conferir em português aqui e em inglês aqui.

20 setembro 2017

Ciências sociais

As ciências sociais são tentativas para transformar em ponto final aquilo que é sempre uma vírgula.

19 setembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [36]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Observei no número anterior que uma parte significativa do nosso ensino, aí compreendido o superior, assenta nos processos de memorização e de repetição mecânica. E acrescento agora: por outras palavras, assenta na recusa do que Paulo Freire chamou pedagogia da autonomia  [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

18 setembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1236 de 15/09/2017, aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon a conferir aqui.

17 setembro 2017

Paixões partidárias

Quanto mais fortes são as paixões partidárias, mais pobres são as análises políticas.

16 setembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1236, de 15/09/2017, disponível na íntegra aqui.

15 setembro 2017

"Raça" e racismo

Quando dizes que a tua "raça" é tão válida quanto as "outras" e por ela e para ela crias dias, festas e símbolos, mais não fazes senão alimentar os trilhos do racismo no preciso momento em que julgas combatê-lo. Quando em outrem vês não uma pessoa mas uma "raça", estás absolutamente prisioneiro do quadro mental do racismo, por mais puras que entendas serem as tuas acções e por mais suave que seja a tua linguagem. Em cada defesa racial viaja, sem parar, tenaz, o barco do racismo. No fundo, não é a "raça" que gere o racismo, é este que gere "aquela". Ao manteres e defenderes as relações sociais que a cada momento racializam o social, o teu combate contra o racismo é apenas uma ilusão, uma aspirina que, momentaneamente, atenua a dor racial, mas não a cura nem a curará.

14 setembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [35]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior ser possível defender que uma parte significativa do nosso ensino, aí compreendido o superior, assenta em processos de memorização e repetição mecânica. E acrescento agora: para dizer por outras palavras, assenta na recusa do que Paulo Freire chamava "pedagogia da autonomia"  [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

13 setembro 2017

Futuro de um país

Bom é para o futuro de um país quando se discute não tanto o que é, mas o que pode/deve ser. É aí – nesse questionamento, nesse plebiscito diário, nessa vertigem do futuro - que pode habitar uma das dimensões da eterna juventude de uma nação e do seu pleno desenvolvimento, desenvolvimento medido não em termos de riquezas naturais, mas de riquezas cognitivas e transformadoras.

12 setembro 2017

Impressionante

É impressionante a dimensão do fenómeno relatado neste jornal aqui.

Ensino: qualidade e assiduidade [34]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Passo a mais um factor. Creio ser possível defender que uma parte significativa do nosso ensino, aí compreendido o superior, assenta nos processos de memorização e de repetição mecânica. [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

11 setembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1235 de 08/09/2017, aqui.

10 setembro 2017

Uma página de ironia

Existe no Faísca [jornal editado em Lichinga, capital provincial do Niassa] uma página de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "Kucela" [em Yaawokucela significa amanhecer]. Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. [amplie a imagem abaixo clicando sobre ela com o lado esquerdo do rato].
Nota às 19:44: o jornal tem a data de ontem, mas o kucela tem a data de 26 de Agosto. Esta última data deve estar errada. 

Concurso mundial em língua portuguesa

No portal da Escolar Editora aqui. Clique na imagem com o lado esquerdo do rato para a ampliar.

09 setembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1235, de 08/09/2017, disponível na íntegra aqui.

08 setembro 2017

Ter poder

Tem poder quem domina os processos de produção de ocultação social, quem aprende a tornar naturais as coisas e as desigualdades sociais.

07 setembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon em dois ficheiros, aqui e aqui.

Ensino: qualidade e assiduidade [33]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que muitas as nossas crianças bem como professores precisam de percorrer grandes distâncias entre as suas casas e as escolas onde leccionam. E acrescento agora: neste caso como nos casos anteriores que tenho estado a colocar à vossa consideração, estudantes e professores não podem ser encarados como meras peças do mesmo tipo do processo de ensino/aprendizagem, independente de relações sociais assimétricas. [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

06 setembro 2017

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre as eleições municipais de 2018 em Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

05 setembro 2017

Ensino: qualidade e assiduidade [32]

-"[...] a falta de aplicação das medidas correctivas aos professores faltosos, nos distritos, e a falta de controlo da assiduidade estão entre os factores que ditam o fraco aproveitamento escolar. [...] Quando ao absentismo dos alunos nas escolas, a fonte atribui a culpa aos pais e encarregados de educação que não olham à escola como uma prioridade para os seus educandos." Aqui.
-"[...] o absentismo dos alunos, nas zonas rurais, está ligado a aspectos culturais, como é o caso dos ritos de iniciação, onde as crianças são obrigadas a interromper as aulas para atender as obrigações." Aqui.
-"[…] os diversos estudos que têm sido feitos sobre o assunto, envolvendo entidades públicas e privadas como o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação (INDE), revelam que os menores, sobretudo os da 1ª a 3ª classe, revelam baixa qualidade de apreensão das matérias. [Sobre este assunto, a ministra do pelouro, Conceita Sortane, disse que os materiais didácticos estão disponíveis e os professores nas salas de aula para ensinar as crianças, não se percebendo o que pode estar a concorrer para os baixos índices de aprendizagem." Aqui.
Número anterior aqui, número inaugural aqui. Escrevi no número anterior que muitas as nossas crianças que, diariamente, em particular nas zonas rurais, têm de percorrer enormes distâncias entre as suas casas e as escolas, não poucas vezes sem terem comido o que quer que seja. Esse esforço tem efeitos negativos no rendimento escolar. Igualmente há professores que precisam de percorrer grandes distâncias entre as suas casas e as escolas onde leccionam.  [fotos reproduzidas com a devida vénia daqui]

04 setembro 2017

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1234 de 01/09/2017, aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon, aqui.

03 setembro 2017

Fontes da história bula-bula [6]

Número inaugural aqui. Número anterior aqui. Escrevi sobre várias fontes da história bula-bula. Falta, agora, a terminar, referir mais uma: os taxistas. Os clientes regulares de certos taxistas têm a ocasião de ouvirem deles uma infinidade de histórias da vida do país. Na verdade, eles sabem profundamente sobre o coração do social, das coisas do custo de vida e das coisas dos políticos.

02 setembro 2017

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1234, de 01/09/2017, disponível na íntegra aqui.