O blogue "Diário de um sociólogo" foi seleccionado em 2007 e 2008 pelo júri do The Bobs da Deutsche Welle - concurso internacional de weblogs, podcasts e videoblogs - como um dos dez melhores weblogs em português entre 559 concorrentes (2007) e um dos onze melhores entre 400 concorrentes (2008). Entrevista sobre o concurso de 2008 no UOL, AQUI.
Para todas aquelas e todos aqueles que visitarem este diário, os meus votos de um 2018 habitado pelo futuro, pela confiança, pela tranquilidade e pela saúde. Sintam-se bem e regressem sempre a este espaço criado a 18 de Abril de 2006. Abraço índico.
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23 janeiro 2018

Intercalar de Nampula

Um prisma sobre a eleição autárquica em Nampula através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 04 páginas, a conferir aqui.

22 janeiro 2018

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1254 de 19/01/2018, aqui.

21 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [19]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. E, finalmente, vejamos algumas consequências da crença:
· Suspeita, intriga, cólera
· Estigma, mentalidade linchatória
· Imputação a todos os estranhos às comunidades
· Linchamentos

20 janeiro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1254, de 19/1/2018, disponível na íntegra com 31 páginas aqui.

19 janeiro 2018

Amanhã na íntegra neste diário

Soporífero

Nos comícios políticos, por exemplo, o fundamental não é o que está a ser dito, o que está a ser proposto, mas o espectáculo em si, a actuação espectacular do líder hipnotizante e carismático falando durante horas seguidas num culto profano. Em momentos eleitorais, o comício pode casar-se com o espectáculo musical, ampliando-se, desta maneira, o poder irradiador do soporífero.

18 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [18]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Vejamos, agora, as componentes básicas da crença:
· Sangue extraído pela cabeça
· Extracção feita através de seringas ou de objectos do mesmo género
· Extracção feita sorrateiramente à noite quando as pessoas dormiam
· Consequências da extracção: fraqueza e morte
· O sangue extraído destinava-se a aproveitamento exterior aos interesses das comunidades
· Extracção de sangue associada a funcionários governamentais ou partidários, aí compreendidos os da Saúde, mas também a simples forasteiros.

17 janeiro 2018

Sequiosas gentes

Quando mais pequenas as terras, quanto menos povoadas de espectáculos, mais gente aflui aos comícios, lá onde o candidato se multiplica na produção de palavras, de promessas, de gestos e de símbolos, num quadro cerimonial feérico. Saídas do espectáculo de um candidato, as sequiosas gentes logo passam a outro, sempre transversais, rodando de candidato em candidato, de espectáculo em espectáculo, das camisetes de um aos bonés de outro, dos sacos plásticos de um aos porta-chaves de outro. 

16 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [17]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Mas vejamos mais em pormenor o contexto social do fenómeno:
· Período político revolucionário, com um forte apelo à mudança social
· Penúria de bens de consumo
· Campanhas de vacinação e de doação de sangue
· Guerra generalizada depois de 1982
· Epidemias

Leia o "O Público" do Niassa

Saiba do Niassa através do O Público, jornal editado em Lichinga, capital daquela província, na mais recente edição com 12 páginas, aqui.

Eleição autárquica em Nampula

Um prisma sobre a eleição autárquica em Nampula através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 03 páginas, a conferir aqui.

15 janeiro 2018

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1253 de 12/01/2018, aqui.

14 janeiro 2018

No Niassa com o Faísca

Saiba do Niassa através do Faísca, jornal editado em Lichinga, capital daquela província, na mais recente edição com 14 páginas, aqui.

13 janeiro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1253, de 12/1/2018, disponível na íntegra com 31 páginas aqui.

12 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [16]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Em todas as situações descritas houve notícia de penúria de bens de consumo, de agitação social, de anomia, de intriga, de mentalidade linchadora e, aqui e ali, de lincha­mentos de supostos chupa-sanguistas. As pessoas acreditavam sempre que o sangue lhes era extraído por seringas ou por extractores análogos. Os este­reótipos vitimários podem ser demonstrados pelo facto de, anos atrás, em Nicoadala, na Zambézia, dois deputados de Assembleia da República e dois jornalistas terem sido toma­dos por «chupadores de sangue». Por outro lado, do ponto de vista dos crentes no rumor existia sempre uma associação entre a extrac­ção de sangue e os funcionários governamentais ou parti­dários e os forasteiros. Do ponto de vista governamental, tudo se resumia a situações subversivas objectiva­men­te criadas em meios onde a credulidade é grande e a pobre­za campeia. Finalmente, havia evidên­cias de ladrões tirando partido da situação para roubar nas casas abandonadas.

11 janeiro 2018

Eleição autárquica em Nampula

Um prisma sobre a eleição autárquica em Nampula através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 03 páginas, a conferir aqui.

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [15]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. A crença tornou-se recorrente e estendeu-se a Cabo Delgado e a Nampula. Em Cabo Delgado, mais particularmente em Pemba, ela apareceu em 1988 estreitamente associada no imaginário popular à mobilização feita pela Cruz Vermelha para obter doadores de sangue e ao suposto encaminhamento deste para o banco de sangue. Em Nampula, mais concreta­men­te em Namialo, a crença tomou curso em 1991 no decor­rer de uma epidemia de cólera. Em 1992 e 1995 reapare­ceu na Zambézia (doentes com sintomas de anemia e de malá­ria apresentaram-se nos hospitais queixando-se de que o seu sangue tinha sido «chupado») e, em 1995 também, em Nampula (estando esta província a braços desta vez com uma epidemia de meningite).

10 janeiro 2018

Pretendentes a cargos

O tempo das eleições, em seus múltiplos e sinuosos subtempos, é o tempo das ansiedades, enormemente prêenseis, dos pretendentes a cargos.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 06 páginas, a conferir aqui.

09 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [14]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Milhares de Zambezianos passaram noites em claro gritan­do, batendo palmas, agitando panelas e outros objectos para afugentar os anamawula (sugadores de sangue, vampiros). Fazia-se fé em que o sangue era destinado ao fabrico de uma nova moeda, à consoli­dação da Independência Nacional e ao abastecimento dos hospitais. Do ponto de vista governamental, o fenómeno foi imputado ao inimigo e ao obscurantismo.

08 janeiro 2018

Uma crónica semanal

Se quiser ampliar a imagem, clique sobre ela com o lado esquerdo do rato. Nota: "Fungulamaso" (=abre o olho, está atento, expressão em ShiNhúnguè por mim agrupada a partir das palavras "fungula" e "maso") é uma coluna semanal do "Savana" sempre com 148 palavras na página 19. Confira na edição 1252 de 05/01/2018, aqui.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 07 páginas, a conferir aqui.

07 janeiro 2018

Niassa pelo Faísca

Saiba do Niassa através do Faísca, jornal editado em Lichinga, capital daquela província, aqui e aqui.

06 janeiro 2018

Uma coluna de ironia

Na última página do semanário "Savana" existe uma coluna de ironia - suave nuns casos, cáustica noutros - que se chama "À hora do fecho". Naturalmente que é necessário conhecer um pouco a alma da vida local para se saber que situações e pessoas são descritas. Segue-se um extracto reproduzido da edição 1252, de 05/1/2018, disponível na íntegra com 27 páginas aqui.

05 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [13]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. Mas é em 1978/1979 que a crença se vai desenvolver plena­mente nas comunidades rurais zambezianas, numa altura em que a Frelimo procurava criar o "homem novo", em que eram correntes as campanhas de vacinação e de doação de sangue, a hostilidade rodesiana tinha curso e uma rádio anti-Frelimo actuava no Malawi. As pessoas acreditavam que, à noite, seres estranhos penetravam nas palhotas e lhes chupavam o sangue com seringas, pela cabeça, enquanto dormiam.

04 janeiro 2018

Precariedade e crença

A condição social dos habitantes da sociedade civil precarizada torna-os prisioneiros de um duplo constrangimento: por um lado, a vulnerabilidade perante os fenómenos da natureza e a insegurança do modo de vida catapulta-os para a interpretação emocional e antropomórfica da vida; por outro, esta visão reforça a vulnerabilidade e a insegurança. É isso que permite o extraordinário florescimento de certo tipo de organizações milagreiras e de consultórios cura-tudo.

03 janeiro 2018

Para a psicologia dos rumores em Moçambique [12]

Número inaugural aqui, número anterior aqui. É possível que a primeira notícia pós-colonial de crença no chupa-sangue date, na Zambézia, onde parece ter nascido, do fim de 1974 ou do princípio de 1975, quando os Grupos Dinamizadores (GDs) se formavam. Terá, então, corrido o boato de que os GDs iriam «chupar» o sangue às pessoas.

Um prisma sobre Moçambique

Um prisma sobre Moçambique através do mais recente número de um boletim editado por Joseph Hanlon com 06 páginas, a conferir aqui.

02 janeiro 2018

Estado

Não importa onde, não importa quando, quanto mais os gestores de um Estado investirem nos aparelhos repressivos e na repressão, mais alta será a composição orgânica da política e menor a taxa de lucro político, quer dizer, menor a legitimidade.

01 janeiro 2018

Cumprimentando-vos

Permitam-me cumprimentar cada uma e cada um de vós neste primeiro dia de 2018, com votos de que ele e os restantes dias sejam habitados pela saúde.